O projeto de financiamento coletivo para a gravação do álbum "Foi no mês que vem" de Vitor Ramil, foi um grande sucesso, consolidando-se como um dos maiores cases do Brasil.

A equipe Traga Seu Show agradece e parabeniza o público que se engajou no projeto: apoiando, compartilhando, sugerindo e criticando. Todos que apoiaram, puderam acompanhar o processo criativo das gravações, através de vídeos exclusivos e diários do próprio Vitor Ramil - isso sem contar nas recompensas que estão a caminho.

Juntos provamos que essa interação direta do artista com seu fã pode ser uma experiência única e exemplo de um novo viés para produção independente.


Imagem promocional do show


865

pessoas apoiando

R$ 84.587,00

atingidos de R$ 60.000,00

é o tempo restante para comprar

Encerrado



Foi no mês que vem será algo único na carreira de Vitor Ramil. Concebido para marcar o lançamento de um songbook com sessenta músicas do compositor, letrista e intérprete brasileiro, o projeto prevê a gravação e lançamento de um álbum duplo com trinta dessas sessenta canções e milongas, e ainda a documentação em vídeo de todas as sessões de estúdio para disponibilização na Internet.

Como o nome do álbum sugere, o repertório será escolhido a partir das composições que Vitor Ramil considera determinantes, em distintas fases de sua carreira, para a consolidação de sua linguagem artística, que é cada vez mais particular e está em intensa fase de desenvolvimento.Haverá canções bem conhecidas do público e outras nem tanto, todas escolhidas dentre aquelas que foram gravadas por Vitor em seus discos anteriores (à exceção das milongas que aparecem exclusivamente no disco délibáb, por se tratarem de gravações muito recentes).

A motivação de Vitor Ramil para gravar Foi no mês que vem está também em ter a oportunidade de registrar suas composições de uma forma muito próxima a de quando elas foram compostas ou de como o público se acostumou a escutá-las ao vivo. O violão e voz serão o centro dos arranjos. Mas apesar dos inúmeros momentos solos, haverá uma série de participações especiais, músicos e cantores que têm colaborado com Vitor ao longo dos anos ou com quem ele tem grande afinidade artística.

Para quem quer aprender a tocar as músicas de Vitor Ramil, o lançamento de Foi no mês que vem, alinhado ao do songbook, será a ferramenta certa. O livro revelará acordes, arpejos, afinações preparadas ou melodias, entre outras coisas, enquanto o disco servirá como referência. Para quem começa a descobrir agora o trabalho do artista, será a oportunidade de entrar em contato direto com o melhor de sua produção através de versões, em muitos aspectos, superiores às originais.

Foi no mês que vem será gravado em Buenos Aires, Rio de Janeiro e Porto Alegre, e tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2012.

Como convida Vitor Ramil no vídeo desta campanha, seja mais que um consumidor desse trabalho, seja um agente dele. Vitor entende que, no crowdfunding, mais importante que o financiamento em si, é o espírito de união e autodeterminação que se estabelece em torno de uma ideia. Trata-se de uma oportunidade de reação, tanto por parte do artista como do público, às imposições da grande mídia, do mercado e de outros poderes, e também do fortalecimento da Internet como meio de comunicação direta, sem atravessadores, entre o artista e seu público. O Traga Seu Show se orgulha de fazer parte dessa mobilização que aponta para o futuro.

O valor de R$ 60.000,00 não representa o custo total deste projeto, que inclui, além da fabricação dos CDs, itens relativos à produção tais como: estúdios (gravação e mixagem), técnicos (gravação e mixagem), músicos, estúdio móvel com operador (gravação de orquestra), microfones extras, masterização, produção de vídeos documentais para internet, passagens aéreas, transporte terrestre, estadia, alimentação, ilustrador (capa), projeto gráfico (capa), divulgação, embalagens, correio nacional e internacional. Se o valor arrecadado nesta campanha exceder o valor proposto, o excedente será usado para cobrir o total dos custos. Se exceder o total dos custos, será empregado na promoção do álbum e/ou na produção de seu show de lançamento.  

  • Chegamos a 100% por Vitor Ramil. em 11/04/13

    Eu me preparava para continuar com meu relato sobre as gravações de Foi no mês que vem quando me dei conta de que a meta mínima de R$ 60 mil do nosso crowdfunding, pilotado com competência pelo Traga Seu Show, acabava de ser atingida. Deixo então pra outra hora nossas histórias de bastidores. Quero agora agradecer às primeiras 586 pessoas que se engajaram em nossa campanha. Vocês foram demais! À parte o apoio financeiro, trouxeram para o projeto uma motivação que não tem preço. Recebemos inúmeras mensagens com todo tipo de comentário, críticas, incentivos, sugestões, tudo sempre com a marca das boas intenções, da sensibilidade, da afetividade e da inteligência. Falo no passado perfeito, mas o presente é perfeito também, pois a mobilização do público continua, e isso é fundamental. Temos ainda 30 dias pela frente até o término da campanha (a meta mínima de R$ 60 mil já nos garante liberdade de movimentos na produção de Foi no mês que vem, mas, vai ser importantíssimo avançarmos um pouco mais para poder cobrir os custos e, quem sabe até, começar a pensar na montagem do show de lançamento). Que continuem então chegando antes aqueles que costumavam chegar depois dos trabalhos lançados, que venham ser agentes da produção enquanto acompanham seus desdobramentos pelos vídeos e pela comunicação direta conosco. Vamos fazer dessa campanha um exemplo concreto de que o crowdfunding pode ser uma eficaz forma alternativa de produção artística, algo bom tanto para o artista como para o público; vamos mostrar que uma campanha dessas pode até mesmo dar uma dose adicional de energia ao artista durante o processo de criação. Digo isso porque me dei conta de que compartilhar determinados passos da produção com as pessoas e receber delas, de volta, manifestações de interesse e entusiasmo, coloca a gravação do disco, normalmente fechada e solitária, num ambiente de calor humano próximo ao das apresentações ao vivo, onde a energia do público é de fundamental importância para a performance do artista. Quem não gosta de estar entre amigos? A sensação aqui é essa. Obrigado a todos. Vitor Ramil

  • Dúvidas! em 11/04/13

    Algumas pessoas têm escrito apresentando suas dúvidas sobre o funcionamento do financiamento coletivo. Esclarecemos, aqui, alguns dos principais pontos: 1 – O objetivo do crowdfunding é realizar projetos com a ajuda do público interessado. No nosso caso, o álbum Foi no mês que vem. 2 – A negociação funciona da seguinte maneira: o custo do projeto é calculado e uma cota mínima para sua realização é lançada para venda no site – para Foi no mês que vem, essa cota é de R$ 60.000,00. As contrapartidas oferecidas, nesse projeto, variam de acordo com o valor do apoio. 3 – Para que o projeto se confirme, é necessário atingir o valor mínimo. Caso esse valor não seja atingido dentro do prazo determinado, o valor será devolvido integralmente a todos os apoiadores. 4 – Os produtos adquiridos na forma de contrapartidas só serão entregues após a confirmação do projeto, ou seja, ao final do prazo estipulado no site. No caso de Foi no mês que vem, por se tratar de um álbum ainda a ser realizado, há ainda, após a confirmação do projeto, o prazo até que seja lançado. Outras dúvidas e questões podem ser encaminhadas ao endereço de e-mail satolepmusic@vitorramil.com.br.

  • Participações confirmadas! em 11/04/13

    Milton Nascimento confirma participação em Foi no mês que vem, o álbum duplo que Vitor Ramil prepara para lançamento no segundo semestre deste ano. Vitor e Milton (que gravou "Estrela, Estrela" em seu disco mais recente) vão dividir os vocais de "Não é Céu". Quando Vitor começou a compor e cantar, na adolescência, Milton foi uma de suas mais fortes influências. Outras duas importantes participações a aparecer em "Não é céu" serão o percussionista argentino Santiago Vazquez e o baixista André Gomes. A linha de baixo de André tornou-se marca registrada dessa música. Santiago participa também das canções "Satolep", "Que horas não são" e "O primeiro dia".

  • Ney Matogrosso em 11/04/13

    O cantor Ney Matogrosso grava participação em “Foi no mês que vem”, novo disco de Vitor Ramil. Ney havia gravado "Invento", de Vitor, em seu último disco, "Beijo Bandido", e participado de shows do compositor gaúcho no Rio de Janeiro. Agora os dois dividem os vocais na música “Que horas não são”.

  • Fito Paez em 11/04/13

    Fito Paez, um dos maiores ídolos do rock argentino, gravou participação em Foi no mês que vem, novo disco de Vitor Ramil. Os dois dividem os vocais na música Espaço. Além de cantar, Fito tocou mellotron,o lendário instrumento que marcou a sonoridade dos Beatles em sua fase psicodélica. No momento Fito está em turnê comemorativa dos 20 anos de seu disco El amor despues del amor. O álbum duplo de Vitor, com 32 músicas e muitas participações, entre elas Milton Nascimento e Ney Matogrosso, tem lançamento previsto para setembro/outubro deste ano.

  • Vitor Ramil divulga a lista de músicas de "Foi no mês que vem" em 11/04/13

    À beça - A resposta - Astronauta lírico - Deixando o pago - Espaço - Estrela, estrela - Foi no mês que vem - Grama verde - Ibicuí da Armada - Invento - Joquim - Livro aberto - Livros no quintal - Longe de você - Loucos de cara - Milonga de sete cidades - Não é céu - Neve de papel - Noa Noa - Noite de São João - Noturno - O primeiro dia - Passageiro - Perdão - Que horas não são? - Quiet music - Ramilonga - Sapatos em Copacabana - Satolep - Tango da Independência - Valérie - Viajei

  • ESCREVO PARA TRAZER NOTÍCIAS, POR VITOR RAMIL em 11/04/13

    Sábado, 30 de Junho de 2012 às 12:22 Escrevo para trazer notícias sobre a produção do álbum duplo Foi no mês que vem. Se não acontecer nenhum imprevisto técnico ou artístico serão 32 músicas em vez das 30 estimadas inicialmente. Daria um álbum triplo, numa boa, mas vamos manter a ideia do duplo, primeiro, para que o produto final não fique muito caro para o público, depois, porque gostei disso de juntar tantas músicas numa época em que a tendência é fazer discos com menos músicas, numa busca retroativa de costumes fixados no tempo dos LPs. Acho que a Internet começa a mudar a maneira como nos acostumamos a escutar música. Por que não ter um disco com tantas músicas que nos pareça mais indicado descobri-lo aos poucos, como quando navegamos ao acaso atrás de músicas na web? Já quase não paramos para escutar um disco inteiro hoje em dia. As 32 músicas de Foi no mês que vem convidarão o ouvinte a fruí-las na calma, em mais de uma audição, talvez até mesmo de forma randômica. As canções e milongas estarão, portanto, no suporte físico de dois CDs, mas abertas ao hábito de quem já ouve música só pela Internet. Não estou fazendo disso uma bandeira profissional, apenas refletindo sobre um trabalho específico. Também não farei uma bandeira do fato de estar documentando em vídeo e expondo antecipadamente ao público o processo de criação (nunca me imaginei fazendo isso...), de estar fazendo um crowdfunding ou escrevendo uma mensagem como esta. A experiência, como um todo, está sendo muito rica. Já a considero bem sucedida, independentemente de seu resultado final. Mas não sei se a repetirei um dia. Cada trabalho tem suas particularidades e sua circunstância. Para o que é mesmo que estou escrevendo agora? Ah, trago notícias. GRAVAÇÕES Comecei gravando sozinho, violões e vozes, durante dez dias, no estúdio Circo Beat, em Buenos Aires, coisa que eu queria fazer há muito tempo, porque em outros trabalhos a voz e o violão sempre ficavam para o final, num momento em que, depois de outros instrumentos, já não havia mais espaço suficiente para eles no espectro sonoro. O som do violão, um Martin EC, ficou espetacular, graças a Matias Cella, técnico responsável pelas gravações (no Brasil o conhecem como produtor de Amar la trama, de Jorge Drexler), um craque argentino que meu filho Ian considera “o cara mais legal do mundo”. Nesta primeira etapa, recebi meu primeiro convidado, o também argentino Carlos Moscardini, brilhante violonista que encantou todo mundo em délibáb, meu disco anterior, e que pode facilmente dividir com o Matias o assento no topo do mundo (desde que leve com ele Nora, sua mulher, que faz asados y alfajores inolvidables). Carlos nunca fez um assado para mim, mas tocou em seis músicas: Ramilonga, Noite de São João, Estrela, Estrela, Semeadura, Deixando o Pago e Tango da Independência. Semeadura deve ficar para bonus track na Internet, com seu respectivo videoclipe. O motivo: soou diferente das demais, e logo no começo do trabalho meu principal critério de seleção foi buscar uma unidade entre músicas de épocas distintas. Eu queria reunir um material que parecesse auto-referenciado, que tivesse unidade harmônica, melódica, poética, interpretativa etc, que sugerisse a construção de uma linguagem particular através do tempo. Pois bem, voltando ao convidado, o Carlos arrasou uma vez mais. E, de quebra, em meio às gravações, ainda se apresentou comigo em Paris, Lisboa, Porto, Montevidéu e Buenos Aires. Depois do Carlos recebi, melhor dizendo, fui recebido, já que gravamos no estúdio dele, o Santiago Vazquez, percussionista argentino, colaborador nos meus discos Tambong e Longes e em inúmeros shows, e que, entre outras proezas, há muito tempo reúne milhares de pessoas em Buenos Aires, todas as segundas-feiras, para apresentações de seu grupo La bomba de tiempo. Mas não vou contar isso agora. Acabo de me dar conta de que este disco tem muitos convidados e que, por isso, o melhor é contar a história em capítulos, para não torrar a paciência de quem lê e também porque estou sem tempo para escrever tudo de uma sentada. Só quero, antes de dizer “até a próxima”, dirigir-me àqueles que estão ligados ou querem se ligar no crowdfunding, nossa campanha para financiamento e difusão de Foi no mês que vem pela Internet. CROWDFUNDING Uma senhora do público me procurou após um espetáculo e perguntou como ficava a questão dos impostos para quem apoiava o projeto via crowdfunding. Alguém quis saber se poderia investir no meu projeto nos moldes dos investimentos em bolsa de valores, entrando com uma soma em dinheiro para sair com outra maior. Houve quem pedisse a minha conta bancária para me depositar diretamente uma grana, alegando não ter muita intimidade com os computadores. A todos respondi que a coisa não era bem assim, que não tinha isso de impostos para os apoiadores, nem de investimentos de risco e que o dinheiro não ia direto para mim, mas sim para uma empresa que o controlava até que o projeto estivesse concluído. Se o crowdfunding fosse exitoso, o dinheiro seria então encaminhado para a realização do projeto. Se não, seria devolvido integralmente aos apoiadores. Expliquei a todos, principalmente, que era um lance muito, mas muito mais simples do que eles imaginavam. Estas e outras dúvidas do público resultam do fato de que o crowdfunding é algo muito novo entre nós. Já expus meu ponto de vista sobre o tema no vídeo que está na página tragaseushow.com.br. Quem ainda não viu, pode dar uma conferida. De todo modo, vou tentar dizer aqui mais alguma coisa que seja útil para quem deseja saber mais. Normalmente as tiragens iniciais dos meus discos se esgotam em pouco tempo. Podem não gerar lucro, mas costumam pagar a produção. Portanto, seria mais cômodo, ainda que menos excitante, simplesmente gravar o disco e esperar que as pessoas fossem às lojas a partir da data de lançamento e o comprassem. Digo menos excitante porque as implicações culturais e até políticas a que me referi em meu depoimento no vídeo ficariam de fora desse processo. A maior comodidade seria porque há muito de doação da parte de quem realiza uma campanha de crowdfunding como a nossa, doação que é uma espécie de contrapartida subjacente a todas as outras, oferecidas objetivamente. Nosso comprometimento emocional, ideológico, artístico, financeiro e mesmo físico é enorme. Vocês não fazem ideia do que é tocar um projeto tão grande como este e ao mesmo tempo fazer uma campanha de financiamento coletivo acontecer! Em resumo, dá muito trabalho. Desde o começo nos impusemos a missão de mobilizar e aglutinar gente, de conhecer e ser conhecido mais de perto pelo público. E sempre entendemos que todos tinham de sair ganhando com a ideia, ganhando em todos os sentidos. Por isso as contrapartidas que bolamos são tão boas. Não tenho dúvida de que o são. Tivemos de nos policiar para fazer a coisa de modo a não terminarmos pagando para realizar a campanha. Alguns crowdfundings oferecem ao público apenas um “muito obrigado”, especialmente naqueles casos em que a causa em questão não tem quase nada de concreto para dar em troca do apoio do público. Não é o nosso caso. Estamos produzindo um disco que é associado a um songbook, que está sendo documentado em vídeo, que faz parte de um contexto de outras obras com suportes físicos etc. A lógica é que os apoiadores tenham acesso facilitado a tudo isso e, de nossa parte, é irresistível o desejo de fazer com que o resultado do nosso trabalho chegue às mãos deles, no Brasil e no exterior, numa época em que se fala tanto da morte iminente do disco, do livro e de outros produtos culturais. Quando me apresento no exterior e convido as pessoas a fazerem parte do nosso crowdfunding, costumo dizer que, à parte o sentido da mobilização em si, trata-se também de uma maneira garantida de fazer com que o meu disco (e o que mais elas quiserem do que é oferecido na lista de contrapartidas) chegue até elas, já que os selos que editam discos estão desaparecendo, bem como as lojas de CDs, ou seja, já que o mercado da música está todo desorganizado e em evidente agonia. Para o contexto brasileiro não é muito diferente. Talvez um dia seja corrente o artista se comunicar diretamente com o público e enviar a ele a sua produção, sempre a um custo menor do que aquele determinado pelos atravessadores. E talvez só a Internet possa proporcionar isso. O crowdfunding, com sua forma simples e inteligente, parece ser só o começo. Já convidei muita gente para dar uma espiada na ideia que está por trás de Foi no mês que vem e desta campanha. Agora, depois de mais de metade do caminho percorrido e de mais de 80% da meta mínima alcançada, faço o convite outra vez, até porque, como disse antes, não tenho dúvidas de que muita gente mais gostaria de estar nisso, mas ainda não entendeu bem como a coisa funciona ou qual o sentido de participar. Para nós, quanto mais gente vier agora, maior será a nossa rede de comunicação, garantindo assim um maior desdobramento artístico no futuro. Maior será também a segurança que teremos para investir na produção deste trabalho de modo a atingir o mais alto padrão de qualidade técnica e artística possível, especialmente se superarmos a meta mínima e chegarmos perto de cobrir o custo total. Estou entusiasmado por fazer um disco com a colaboração de artistas que admiro muito e do público que me acompanha, neste caso, literalmente e em tempo quase real. É a música e a poesia reverberando, ao mesmo tempo, dentro e fora do estúdio. Sei que estou aqui e agora, mas sei também que tudo isso foi no mês que vem. Agora sim: até a próxima. abraço Vitor Ramil

  • Imprensa em 11/04/13

    Confiram a matéria de capa do Segundo Caderno ZH de 17 de maio! http://migre.me/97EAR

  • RETOMO MEU RELATO, por Vitor Ramil. em 11/04/13

    Amigos, Retomo meu relato das gravações de Foi no mês que vem. O dia está perfeito para isso, com direito a céu azul e sol entrando pela janela onde meu cachorro, Mango, se encarrega da social com os passantes. Vocês se lembram do dálmata do desenho da Disney, na janela, enquanto o dono-compositor trabalha? Aqui em casa é igual. Pelo menos o meu ainda não aprendeu a adiantar o relógio para antecipar a hora do passeio. Mas, voltando a Buenos Aires, para onde retorno fisicamente dentro de alguns dias para novas gravações: fomos ao estúdio do Santiago Vazquez por duas ocasiões no intervalo de um mês. O Santiago tem tantos instrumentos e rende tanto quando está no meio deles, já que as ideias surgem ao sabor do momento, que tirá-lo do seu ambiente para gravar é nunca tê-lo por inteiro. Conheci esse músico de exceção em 2000, quando Pedro Aznar o indicou para se encarregar das percussões do meu disco Tambong. De lá para cá fizemos muitos shows e colaboramos em outro disco meu, Longes. Vou ter de arrumar uma sala de estar no topo do mundo, porque o Matias Cella e o Carlos Moscardini já estão lá e o Santiago tem de estar também. Em nossa primeira sessão ele gravou em Não é céu e Que horas não são. Na segunda, em Satolep e em O primeiro dia. O desafio em Não é céu era não repisar os passos da versão de Tambong, em que ele já havia deixado a sua marca. Pedi a ele para começar por uma retomada da levada dessa música no meu disco À beça, já que o André Gomes ia gravar sua clássica linha de baixo, que, de tão boa, virou marca registrada de Não é céu. A partir dessa estrutura, o Santiago armou uma sessão rítmica forte e variada, que culmina com um set de chapas metálicas, placas de rua, tampas de panela, gongos, sinos etc, que terminou cumprindo a função de instrumento solo. É fascinante, divertido até, vê-lo tocar em meio a um caos de objetos, tomando decisões na hora. No final sempre dá certo. Em Que horas não são, que receberia a voz de Ney Matogrosso, depois de gravar o ritmo mais pesado, Santiago se lançou a uma de suas especialidades, a de tocar brinquedinhos e outros badulaques como um Hermeto Paschoal muito focado. Um dos sons mais interessantes vem de um violino com 10 cm de comprimento, mas a voz de um pato louco não fica para trás. Eu trouxe pra ele de Amsterdam, recentemente, dois pegadores de panelas de borracha. Um tem a cara de um macaco, o outro, a de um galo. Não demora vai brotar música desses “animais” também. Em Satolep ele fez algo surpreendente até para mim, que conheço bem seu repertório de extravagâncias: tocou feijões em pratos de louça e outros recipientes, feijões brancos e pretos, que depois da sessão seu assistente teve o cuidado de voltar a separar para guardar... E esses feijões foram tocados de uma forma quase aleatória, caindo em espaços sobre os pratos. No meio da gravação eu, mesmo mal posicionado, mesmo comecei a filmá-lo quando me dei conta de que o Cesar Custodio (autor de délibáb documental, que está fazendo todos os vídeos para nós) não podia estar lá para registrar aquela sessão. Assim que der, disponibilizo minha filmagem meio tosca feita no Iphone para que vocês possam ter uma ideia. Além dos feijões ele tocou folhas secas, de plátano, suponho, uma grande folha de palmeira, uma harpa de boca e um tambor africano que deu à música uma intenção rítmica totalmente nova para mim. Tudo registrado por microfones espetaculares. Eu me empolguei tanto que passei a mão num harmonium e toquei umas coisinhas. Em O primeiro dia, ele chegou à quintessência: tocou suporte de shampoo (desses de pendurar no box do chuveiro) e chaleira com um pouco de água, esta apoiada sobre aquele, que era golpeado com uma baqueta. Uma nuvem de harmônicos surgiu de onde antes parecia não haver mais que um melancólico silêncio ferruginoso. Santiago Vazquez, um dos meus amigos mais queridos, um dos músicos mais geniais com quem já trabalhei: arrasou! Até a próxima Vitor Ramil

  • PARTICIPAÇÃO DE BELLA STONE EM FOI NO MÊS QUE VEM em 11/04/13

    A jovem cantora pelotense Bella Stone acaba de gravar participação em Foi no mês que vem, cantando com Vitor Ramil a música Noturno. Será a única voz solo feminina do disco. Bella e Vitor já haviam cantado Noturno em show de Vitor no Salão de Atos da Reitoria da UFRGS em Porto Alegre. Recentemente Bella participou também do concerto de Vitor com a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, cantando Quiet Music. Noturno foi gravada por Vitor no instrumento em que foi composta: um piano Wurlitzer.

  • PARTICIPAÇÃO DE MARCOS SUZANO E KÁTIA B EM FOI NO MÊS QUE VEM em 11/04/13

    O percussionista Marcos Suzano e a cantora Kátia B gravam participação em Foi no mês que vem, novo disco de Vitor Ramil. Suzano foi parceiro de Vitor no premiado Satolep Sambatown, disco recentemente lançado em Londres com distribuição mundial. Neste novo trabalho eles registraram a vibrante versão de Grama Verde que costumam apresentar ao vivo com violão e pandeiro. Suzano também gravou pandeiro em Livro Aberto e na nova e surpreendente versão de Joquim. Em Sapatos em Copacabana Suzano deu um show nos tamborins. Kátia B, que já gravou várias músicas de Vitor e também participou de Satolep Sambatown (tendo se apresentado com Vitor e Suzano até no Japão), fez vocais em Joquim, recriando/homenageando com sua voz suave os vocais femininos de Emmylou Harris na versão de Bob Dylan para Joey em seu disco Desire. Vídeos dessas gravações serão disponibilizados em breve aos apoiadores da campanha de financiamento coletivo de Foi no mês que vem.

  • IAN E ISABEL RAMIL PARTICIPAM DE FOI NO MÊS QUE VEM em 11/04/13

    Ian Ramil, filho de Vitor, confirma participação no disco Foi no mês que vem. Os dois vão cantar juntos Passageiro, originalmente gravada no disco Tango. Neste momento Ian está gravando seu primeiro disco solo, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2013. A produção está a cargo de Matias Cella (Amar la Trama, Jorge Drexler). Quem quiser dar uma conferida na primeira vez em que Vitor e Ian cantaram Passageiro juntos, é só acessar os vídeos postados no You Tube que registram a apresentação deles no Salão de Atos da Reitoria da UFRGS (http://www.youtube.com/watch?v=kOoQLaR5eic). Em breve disponibilizaremos um vídeo da gravação no disco. Para a alegria da Ana Ruth, mãe do rapaz, ficar completa, quem também participa do disco é a filha caçula Isabel Ramil. Artista visual, vencedora do Prêmio Açorianos de Artista Revelação de 2012, Isabel colaborou em Foi no mês que vem lendo um trecho em francês do livro Noa Noa, de Paul Gauguin, na música de mesmo nome. Aguardem, também para breve, a filmagem dessa sessão de gravação, que foi feita no Theatro São Pedro. Quem quiser ver o vídeo que Isabel fez para Longe de Você, de Vitor, com imagens feitas no Salar do Uyuni, na Bolívia, acesse o link http://www.youtube.com/watch?v=nwPs4PKAF88

  • PROMOÇÃO: SHOW DE LANÇAMENTO "FOI NO MÊS QUE VEM" em 11/04/13

    Alô, todos! A campanha de financiamento coletivo para a nova produção de Vitor Ramil e convidados, o álbum duplo Foi no mês que vem, entra em sua última semana. Vamos nos mobilizar e fazer a arrecadação chegar mais perto de cobrir o custo total do projeto. Até mesmo quem já é apoiador pode apoiar outra vez, basta divulgar, compartilhar, levar por aí a notícia desse crowdfunding que já é um dos mais exitosos feitos no Brasil. Que mais gente venha ser agente desse projeto cultural! Entre os que se mobilizarem conosco nesta última semana, sortearemos ingressos para o show de lançamento de Foi no mês que vem e exemplares dos discos Tambong, Longes e Satolep Sambatown, que tantas belas canções forneceram para o repertório desse novo disco. Leia as instruções abaixo, obrigado e boa sorte! 1. Curta as páginas de Vitor Ramil (facebook.com/ramilongos) e Traga Seu Show (facebook.com/tragaseushow) no Facebook; 2. Compartilhe o link do projeto Foi no mês que vem em seu mural; 3. Inscreva-se, na aba Promoções da página de Vitor Ramil no Facebook, para o sorteio! O sorteio acontecerá no dia 04/08. Os CDs serão enviados pelos Correios. Quanto aos ingressos, o sorteado poderá escolher a cidade onde assistirá o show, conforme agenda de Vitor Ramil.

  • AGRADECIMENTO, por Vitor Ramil em 11/04/13

    Estou em Buenos Aires, no bairro de Palermo, na cozinha de uma casa chorizo ao estilo da minha. Preparo um mate e escrevo esta mensagem. Cancelei a sessão de estúdio de hoje porque me sentia cansado para cantar. O ritmo da produção de Foi no mês que vem tem sido intenso e, como o nome do disco sugere, parece que não acaba nunca. Desde março estamos nisso. As viagens tem sido muitas e os dias em casa, poucos. Mas tudo tem valido a pena. No começo cheguei a pensar que seria tedioso regravar tantas músicas, mas tive muito prazer em tocá-las e cantá-las outra vez em estúdio, especialmente as que costumo cantar em shows. Dizem que o João Gilberto canta mil vezes as mesmas músicas. Começo a achar que é verdade, porque, levando ou não à transcendência, como parece acontecer com o João, descobri que pode ser algo bom demais de se fazer. Além disso, como muita gente sabe, tenho estado cercado de figuras incríveis, equipe (do disco e do crowdfunding) e artistas, todo mundo solidário, competente, criativo, buena onda. Luxo maior, só o de estar também cercado por meu público, gente que, numa experiência inédita para mim, tem apoiado e acompanhado com entusiasmo os nossos trabalhos. Dei e voltarei a dar muitos abraços apertados na equipe e nos artistas. Ao público, que não posso abraçar fisicamente, quero agradecer através desta mensagem. Obrigado por terem feito da campanha de financiamento coletivo de Foi no mês que vem, que chega agora ao seu final, uma das mais bem-sucedidas do Brasil. Ainda vou levar um bom tempo para entender o real significado disso, mas, por enquanto, não tenho dúvidas de que se tratou de uma ação transformadora para mim e exemplar para a cena cultural de que eu faço parte. Espero que Foi no mês que vem venha a estar à altura da beleza da participação de vocês, que fez de mim um sujeito e um artista melhor, quer dizer, que continua a fazer, porque o prazo da campanha se esgotou, mas pelo menos até o lançamento do disco seguiremos em contato; nossa equipe seguirá editando e enviando vídeos das sessões de gravação, eu, publicando meus relatos na página do Facebook etc, como se nada houvesse mudado. Não contavam com a minha astúcia... Abraço a todos. Valeu! V

  • Vitor Ramil divulga quando será lançado o songbook e o álbum duplo "Foi no mês que vem" e fala da cena cultural de Pelotas. em 11/04/13

    http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1161184-por-dentro-da-cena-cultural-de-pelotas.shtml